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Recursos didáticos auxiliares (Filmes para aulas) |
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Adriano Leal Bruni O início do estudo mais aprofundado de Finanças requer a discussão dos objetivos que perseguimos no processo de gestão financeira. O que queremos? O que devemos fazer? O que buscamos atingir? Geralmente, costumamos apresentar que o objetivo de uma gestão financeira eficaz se associa à maximização de valores ou riquezas. Durante muito tempo, uma ênfase quase absoluta era dada ao papel do dono do negócio, o sócio, acionista ou shareholder. Na prática, alguns escândalos contábeis ressaltaram a história do "farinha pouca, meu pirão primeiro". Executivos gananciosos manipularam informações. Ganharam muito dinheiro em detrimento das companhias, seus acionistas, credores, funcionários, governos e sociedades. Hoje se discute a aplicação prática de regras de reforço de governança. O mercado de capitais cria mecanismos de adequação a níveis mais rigorosos de governança corporativa (visite o site da Bovespa, conheça o site do IBGC). Em alguns modelos, se discute a necessidade da ênfase no stakeholder, naquele que tem interesse no sucesso do negócio, o que envolve outras partes, como credores, funcionários, governos e sociedade, além dos acionistas. Um bom filme para colocar em sala de aula e discutir quais os objetivos de uma empresa é filme "A Corporação". Com cenas muitas vezes chocantes, dignas de bons (bons?) filmes de terror, o filme questiona o que buscamos com as empresas. Leia as críticas apresentadas a seguir, assista ao filme e tente responde às perguntas que eu formulo a seguir.
Analisando "A Corporação".
Disponível em: <https://www.2001video.com.br/adm_cliente/adm_cliente.asp?sessao=2006100216361283237568>.Acesso em 23 jul. 2008. Em 1886, o condado de Santa Clara, nos EUA, enfrentou nos tribunais a Southern Pacific Railroad, poderosa companhia de estradas de ferro. No veredicto, sem maiores explicações, o juiz responsável pelo caso declarou, em sua argumentação, que "a corporação ré é um individuo que goza das premissas da 14ª Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que proíbe ao Estado que este negue, a qualquer pessoa sob sua jurisdição, igual proteção perante a lei". Isso significa que, a partir daquele momento, era estabelecida uma jurisprudência através da qual, perante as leis norte americanas, corporações poderiam considerar-se como indivíduos. Apesar do peculiar raciocínio por trás do veredicto do caso de Santa Clara, corporações, é claro, não podem ser consideradas como "pessoas". Tecnicamente, elas nada mais são do que um instrumento legal através do qual determinado negócio é transformado numa estrutura cujo funcionamento transcende as limitações individuais de seus responsáveis de carne e osso. Por conta disso, apesar das posições individuais de seus fundadores, e mesmo após a morte destes, uma corporação segue em sua existência, operando como um "organismo" autônomo em busca de um objetivo bastante específico - o lucro. Mesmo assim, ainda que o bom senso determine uma linha bastante clara entre pessoas reais e corporações, ambas seguem merecendo, perante a Constituição dos EUA, o mesmo tipo de tratamento. Mas, e se corporações fossem mesmo indivíduos? Que tipo de gente seriam? Em busca da resposta para essa questão, o escritor Joel Bakan e os cineastas Mark Achbar e Jennifer Abbott resolveram adentrar os subterrâneos do mundo e da cultura corporativa, analisando os motivos e conseqüências das ações das companhias transnacionais através de um método de estudo que, distanciando-se da análise sócio-política, aproxima-se da psicanálise. O trabalho dos três, que resultou no documentário A Corporação (The Corporation), aponta para uma conclusão perturbadora. Lucros sem culpa O documentário, baseado no livro "The corporation - the pathological pursuit of profit and power", de Joel Bakan (que também assina o roteiro do filme), é uma profunda e divertida análise do mundo corporativo. A partir do estudo de crimes cometidos por transnacionais, e de dezenas de entrevistas com gente direta ou indiretamente ligada ao mundo corporativo, como ativistas de esquerda e de direita, acadêmicos, jornalistas, executivos, e espiões industriais, os autores fazem uma radiografia das corporações como "seres" autônomos, que funcionam de acordo com um conjunto específico e determinado de regras e motivações, bastante distintas daquelas partilhadas entre os homens comuns. Um "comportamento" que, de tão voltado à busca pela realização pessoal em detrimento de qualquer dano causado a terceiros, resvalaria, segundo alguns dos entrevistados, na psicopatia. Montado sobre uma estrutura ágil, baseada numa esperta colagem de cenas de filmes B, vídeos institucionais antigos, imagens documentais e entrevistas nas quais, contra um fundo negro, representantes das mais distintas correntes políticas, como Noam Chomsky, Milton Friedman, Sir Mark Moody-Stuart (ex-dirigente mundial da Shell) e Vandana Shiva têm seu discurso contextualizado em relação ao "comportamento" institucional das grandes corporações, o filme faz uma análise dos vetores "psicológicos" responsáveis por regular o relacionamento das grandes companhias com o indivíduo - social, cultural e politicamente. Criadas com o objetivo único de tornar mais eficiente o acúmulo do capital, corporações seguem uma dinâmica própria, que transcende as vontades individuais de seus acionistas e executivos. Mas, mais do que criar estruturas de produção viciadas, a lógica do lucro é responsável também pelo modo como é construída a cultura corporativa e suas noções de responsabilidade social e política. "Pedir a uma corporação que seja socialmente responsável faz tanto sentido quanto pedir a um edifício que o seja", dispara, em depoimento, Milton Friedman, economista vencedor do prêmio Nobel. Ou, como lembrado em outra entrevista, desta vez pelo historiador Howard Zinn, "corporações sempre foram amigas de políticas totalitárias". Isso é refletido também nas relações de trabalho. Seja no que diz respeito à dissociação entre atos individuais de funcionários e realizações criminosas cometidos pela companhia, seja na desumanização do processo de produção, existe, no ideal corporativo, algo próximo da diminuição do homem à condição de máquina. O esforço humano despe-se de qualquer carga moral ou ideológica, aproximando-se de um ideal de eficiência análogo à idéia pré-fordista de automatização. As cenas e depoimentos do filme sobre as rotina de trabalho nas sweatshop são a demonstração desse processo. Por amorais, as grandes transnacionais têm no lucro o único mediador de suas responsabilidades e ações em relação ao público. A não ser que interfira de alguma maneira em sua capacidade de acumular capital, corporações não se sentem responsáveis por danos políticos, sociais, ambientais ou culturais que possam causar. Uma atitude que, em casos extremos, pode levar grandes companhias à autodestruição. "Como um mercador que, de tão ganancioso, vende a corda com a qual ele próprio vai ser enforcado", afirma, no documentário, o jornalista e documentarista Michael Moore. Chamando o blefe Produto de intensa e ampla pesquisa, A Corporação procura, mais que trazer o debate sobre poder corporativo à agenda do dia, criar mobilização. "Nós queremos mostrar às pessoas que elas ainda podem mudar as coisas", disse, em entrevista à agência de notícias IPS, o roteirista Joel Bakan. O caráter de guerrilha, que permeia todo o filme, é estendido também à estratégia de divulgação. Sem grandes investimentos em publicidade, os realizadores do filme apostam na propaganda boca-a-boca para conquistar espectadores. No que depender da recepção ao documentário em festivais ao redor do mundo, a publicidade positiva parece certa. Vencedor do prêmio de melhor documentário nos festivais de Sundance e Amsterdam, o filme tem tido recepção calorosa de público e crítica ao redor do mundo. No Brasil, foi exibido no festival É Tudo Verdade, além de estar programado para o festival de cinema de Brasília, em junho. Obra essencial da nova safra de documentários críticos do modelo de produção desumanizado, como Tiros em Columbine e Supersize Me (ainda inédito no Brasil), A Corporação pretende, com seu mergulho nos sombrios e amorais subterrâneos da "psique" corporativa, lembrar que a sociedade não é impotente ante o monstro que criou. Afinal, como lembra a ativista Vandana Shiva, "Em todo o período da história... eventualmente, se você chamar o blefe, as mesas acabam sendo viradas". Ainda analisando "A Corporação".
Disponível em: <http://www.planetaeducacao.com.br/novo/impressao.asp?artigo=1028> . Acesso em: 23 jul. 2008. Descobri por esse fabuloso documentário chamado “The
Corporation” que somos todos responsáveis pelo que se chama “Tirania
Intergeracional”. De acordo com esse conceito determinamos de forma
despótica os rumos da vida nesse planeta ao gerenciarmos de forma
irresponsável e inconseqüente os recursos que por aqui existem. Estamos
legando para as próximas gerações de habitantes da Terra um mundo destruído,
falido e, para finalizar, doente ou até mesmo morto...
Ao sermos mobilizados pela mídia e pela propaganda para consumir desenfreadamente até mesmo produtos que não queremos, precisamos ou desejamos, estamos fazendo com que os recursos naturais se esgotem rapidamente sem que isso seja necessário. Estimulamos um desnecessário aumento da produção industrial e, como conseqüência disso, a emissão de poluentes na atmosfera cresce até atingir índices que tornam difícil ou até mesmo impossível a vida das pessoas.
Corporações são como tubarões. Têm objetivos bem
definidos, são frias e não param enquanto não atingirem suas metas. O
problema é que sua fome é incessante e, portanto, promovem mortes e
desgraças sem que tenhamos qualquer idéia quanto a se isso irá parar algum
dia...
Sua principal razão de ser é a obtenção de lucro, mesmo que isso se oponha ao bem estar comum de toda a coletividade humana. Legalmente há subsídios que sustentam esse princípio e que, caso contestados judicialmente, há de legar ao proponente do recurso um enorme rombo em seu orçamento já que se trata de uma causa perdida...
1- Você já parou para pensar o quanto temos que destruir
o planeta para obter um dólar de lucro na venda de um produto ou serviço? Já
imaginou que a Terra é como uma mina na qual bilhões de pessoas se
engalfinham diariamente em busca de seu quinhão de riquezas a esburacar suas
já sofridas entranhas? Não, não sou um radical membro de uma dessas
conhecidas organizações que querem proteger o meio-ambiente e a pergunta
inicial dessa reflexão foi cunhada por um alto executivo de uma grande, rica
e poderosa multinacional em depoimento ao documentário “The Corporation”.
Nesse sentido ela poderia nortear nossa reflexão e nos mobilizar em busca do
custo real por trás de iniciativas humanas de desenfreada perseguição ao
lucro. Afinal, para ganhar um dólar quanto tivemos que gastar ou destruir? *Editor do Portal Planeta Educação; Doutorando em Educação pela PUC-SP; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP); Professor Universitário e Pesquisador; Autor do livro "Na Sala de Aula com a Sétima Arte – Aprendendo com o Cinema" (Editora Intersubjetiva).
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