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Recursos didáticos auxiliares (Casos para aulas) |
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Adriano Leal Bruni
A Contabilidade tem a preocupação principal de registrar da melhor forma possível o patrimônio de uma entidade, gerando informações úteis e relevantes para muitos usuários. De forma relativamente recente, o papel da Contabilidade foi colocado em dúvida em função de uma série de problemas vivenciados por importantes empresas como a Enron. Leia as informações apresentadas a seguir e responda às perguntas formuladas. A Técnica de Marcar Mercado Disponível em: <http://www7.rio.rj.gov.br/cgm/comunicacao/textos/grupo_estudos/caso_enron.asp>. Acesso em: 30 jul. 2008. A técnica de "marcar mercado" foi usada para registrar lucros na contabilidade de diversas empresas ligadas à ENRON. Quando a ENRON concordava em fornecer energia a uma empresa a preço fixo, fazia projeções otimistas quanto a uma queda nos preços do petróleo, que garantisse lucro considerável ao grupo. Assim, a ENRON registrava os lucros tão logo assinasse o contrato, muito antes da concretização de suas previsões otimistas. A decisão de que transações com energia seriam contabilizadas dessa maneira foi tomada pelo Grupo de Estudos de Questões Emergentes, um grupo de trabalho supervisionado pelo Conselho Federal de Padrões Contábeis, a principal autoridade contábil dos Estados Unidos. O grupo tomou a decisão em 1999, baseado na forma de contabilização usada pela ENRON, encarada como a principal operadora no mercado de energia. De acordo com Timothy S. Lucas, diretor de pesquisa do FASB e presidente do grupo de trabalho, o papel da ENRON era fornecer informação, e não servir como consultora, e admite que o grupo de trabalho talvez tenha errado em não exigir mais informações sobre o sistema contábil usado, particularmente para transações de longo prazo. A regra definida exigia que as empresas "marcassem em mercado" o valor de suas transações de energia. Onde houvesse um mercado ativo, como no caso de ações ou bônus negociados publicamente, isso seria fácil de fazer e difícil de manipular. Mas, em casos em que isso não acontecesse, as empresas estavam autorizadas a estimar o valor justo, baseadas em critérios próprios, e tratar esse valor como o de mercado. Muitos dos contratos da ENRON cobriam empresas de Estados que ainda não haviam desregulamentado seus mercados de energia. Nesses casos, a ENRON previa quando os Estados desregulamentariam seus mercados, projetando os preços que existiriam neste novo cenário. A seguir, com base nessas projeções, calculava seu lucro total ao longo do contrato, descontando o risco de não pagamento e o fato de que a realização da receita seria a longo prazo, contabilizando imediatamente o saldo remanescente como lucro.
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